Poluição aumenta risco de infarto e derrame

Posted on 30/11/2009

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RECIFE – BRASIL – Um pesquisa feita em camundongos pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) comprovou que a exposição à poluição da cidade de São Paulo altera o colesterol no sangue desses animais, o que aumentaria as placas de gordura nos vasos.
Em humanos, a deposição de placa de gordura nas artérias, conhecida como aterosclerose, facilita problemas como infarto e derrame cerebral.
Segundo a biomédica Sandra Regina Castro Soares, autora da pesquisa, o ar de São Paulo possui partículas que, quando inspiradas, penetram na corrente sanguínea e alteram a estrutura da molécula da LDL, proteína conhecida como colesterol “ruim”.
Com a alteração, a molécula adquire mais facilidade para formar camadas de gordura e engrossar a parede dos vasos sanguíneos.
Para chegar ao resultado, a pesquisadora comparou grupos de camundongos com excesso de colesterol que viviam em câmaras no jardim da FMUSP, próximo a uma movimentada avenida paulistana.
Em uma das câmaras, os camundongos respiravam o ar filtrado, enquanto os animais que estavam na outra inspiravam os mesmos poluentes que os pedestres.
O trabalho foi apresentado como tese para a obtenção do título de doutorado na universidade.
No entanto, o orientador da pesquisadora, professor Luis Garcia,  fez questão de explicar que a comparação tem suas ressalvas,  pois camundongos são diferentes de seres humanos.
De qualquer forma, o estudo serve para exclarecer porque pessoas que moram em grandes cidades têm mais infarto do que as que vivem cidades pequenas.
A poluição de São Paulo está dentro dos limites de qualidade do ar estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde – 50 microgramas de partículas suspensas por metro cúbico de ar e cerca de 80% dos poluentes são gerados pelos automóveis.
Com informações da Agência USP de Notícias.
Clique aqui para acessar a reportagem no site da agência.
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Posted in: Saúde