Chile investe US$100 milhões em energia eólica

Posted on 16/10/2009

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Renata Nascentes
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, observa turbina durante a inauguração da usina de Monte Redondo, a 325 quilômetros de Santiago

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, observa turbina durante a inauguração da usina de Monte Redondo, a 325 quilômetros de Santiago

O Chile acaba de inaugurar sua maior usina de energia eólica, o Parque do Monte Redondo, localizado a 325 quilômetros da capital Santiago.

A unidade, construída pelo grupo energético francês GDF Suez, conta com 19 turbinas eólicas capazes de produzir 38 megawatts de energia.

O investimento foi de U$ 100 milhões, cerca de 171 milhões de reais.

Com a unidade, a meta do governo chileno é gerar energia suficiente para abastecer 57 mil residências até janeiro do ano que vem.

Calcula-se que a nova usina irá evitar a emissão anual de 54 toneladas de CO2 na atmosfera.

De acordo com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, os investimentos em energia limpa no país nunca foram tão numerosos.

Em 2006, o país gerava apenas 2 megawatts de potência com energia renovável, mas, segundo Bachelet, deverá chegar a 200 megawatts até o fim do seu mandato, em 2010.

Já o grupo francês GDF Suez persiste com novas propostas tecnológicas no setor de energia sustentável para o Chile.

A hidrelétrica, responsável por boa parte da energia gerada no Brasil nos últimos 40 anos, seria uma delas.

Mas são os ventos os recursos da vez.

Segundo a Associação Latino-Americana de Energia Eólica, a LAWEA, o continente americano é privilegiado por ter ventos com velocidade superior às encontradas na Europa, pioneira no uso da tecnologia eólica.

De acordo com a LAWEA, os países latinos têm a capacidade para, juntos, produzirem cerca de 200.000 megawatts de potência.

No entanto, a energia produzida atualmente pelas nações é de apenas 1000 megawatts.

Se as fontes de energias renováveis passarem a ser o foco dos países latinos, o Brasil pode liderar a produção, com 140.000MW de potência.

Em seguida vêm México (40.000 MW), Colômbia (20.000 MW), Argentina e Venezuela (10.000 MW) e o Chile (5.000 MW).

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Posted in: Economia