Matéria da Folha de S. Paulo traz comparação de modelos e preços de bicicletas

Posted on 04/10/2009

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O Caderno Vitrine, publicado ontem na Folha de S. Paulo, trouxe uma reportagem sobre o uso de bicicletas assinada pela repórter Audrey Fularneto.

O gancho foram as ciclofaixas de domingo criadas recentemente em São Paulo ( a novidade foi tema de post aqui no blog), a proposta para simplificar o aluguel de bicicletas no Rio de Janeiro e o Dia Mundial Sem Carro, comemorado no último dia 22, outro assunto de post do Mundo Possível.

Reproduzimos aqui alguns dados presentes na reportagem de ontem:

No Rio de Janeiro, quadruplicou o número de ciclistas filiados à Federação de Ciclismo.

Já são 600 associados em 2009, contra 150 em 2008.

Em São Paulo, a Federação Paulista de Ciclismo registra 8.320 cicloturistas, ciclistas que só pedalam por prazer.

Dois mil foram cadastrados apenas este ano.

A reportagem traz ainda um quadro comparativo de quatro modelos de bicicleta.

E neste post nós trazemos as fotos e as informações na íntegra.

Foto de Daniel Bernassi/Folha Imagem

Foto de Daniel Bernassi/Folha Imagem

Preço: R$ 736

Conforto: O modelo tem aro menor, como as bikes para crianças.O cano longo deixa o guidão em boa altura para a coluna de um adulto.

O melhor: ela fica pequena quando dobrada -saída para quem não tem espaço para guardar a magrela.

Leveza: Uma dobrável tem que ser leve, já que o ciclista precisa conseguir carregá-la debaixo do braço. Ela cumpre bem a função, com seus 12,5 quilos, mais leve e menor que outros modelos urbanos para amadores.

Ajustes: O manual de instruções é fraco. O texto e as fotos não ajudam a entender de que alavanca (e são várias…) se trata. É preciso treino para dobrá-la em menos de dez minutos.

Segurança: É resistente, com boa resposta dos freios,por exemplo. Já as marchas são mais fracas: apenas seis, que, vez ou outra, custam a entrar.

Foto de Daniel Bernassi/Folha Imagem

Foto de Daniel Bernassi/Folha Imagem

Preço: R$ 1.249

Conforto: É menos recomendada para iniciantes, mas pode ser um início ousado para quem quer crescer no ciclismo. O guidão reto de mountain bike deixa a postura menos confortável, mas melhora a performance. O banco original é um pouco duro.

Leveza: O modelo parece mais pesado do que seus 14 quilos. Afinal,há muito menos conforto para o amador que se aventura nela.

Ajustes: Tem alavancas mais rígidas, mas não é difícil mudar a altura do banco ou entender o sistema de troca de marchas.

Segurança: Tem ótimos componentes e pneus com sulcos, o que diminui a adesão ao asfalto e aumenta a aderência em terrenos menos uniformes

Daniel Bernassi/Folha Imagem

Daniel Bernassi/Folha Imagem

Preço: R$ 799 (sugerido pelo fabricante)

Conforto: O quadro é rebaixado no modelo feminino, ou seja, é mais fácil subir e descer da magrelinha. O selim tem canote com suspensão. O guidão tem ajuste de inclinação (mais próximo ou não do corpo), mas sua curvatura horizontal deixa os braços bastante abertos, posição não tão confortável depois de muitas pedaladas.

Leveza: Os pneus com poucas ranhuras e vincos fazem com que ela pareça ainda mais leve no asfalto do que seus 14,5 quilos.

Ajustes: É preciso fazer um pouquinho mais de força com as mãos para trocar as marchas,embutidas no câmbio Shimano. Já a alavanca do banco é bem maleável.

Segurança: Os componentes são ótimos, o que já reduz a chance de ficar a pé na cidade. De bônus, ela vem com espelho retrovisor e buzina.

Foto de Daniel Bernassi/Folha Imagem

Foto de Daniel Bernassi/Folha Imagem

Preço: R$ 949

Conforto: É a principal característica do modelo, menos voltado para a performance. O quadro rebaixado facilita muito subir e descer da bike e o guidão, nem tão reto nem tão curvado, deixa os braços relaxados. E ainda tem amortecedor no selim e no garfo.

Leveza: Tem 14 quilos, peso comum nesse tipo de bike, mas o conforto compensa.

Ajustes: As alavancas de ajuste são macias, o que facilita (ainda mais) mudar a altura do banco, por exemplo. Boa para iniciantes.

Segurança: O câmbio Shimano facilita a troca de marchas, num sistema mais simples, em que o ciclista pode mudar da leve para a pesada sem muito esforço, usando só um dedo. Os freios respondem rapidamente, e os pneus, não tão vincados, são melhores no asfalto.

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Posted in: Consumo