Marca pernambucana de acessórios leva sustentabilidade às passarelas

Posted on 01/10/2009

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4_939312Renata Nascentes e Antônio Martins Neto

Trocando em Miúdos é o nome de uma música de Francis Hime e Chico Buarque, aquela do “Neruda que você me tomou e nunca leu”, gravada em 1978.

Na época, o verso fez muita gente correr às livrarias atrás de um exemplar escrito pelo poeta chileno Pablo Neruda.

Como prescrevia a letra, esses livros ficariam intocados e esquecidos em boa parte das estantes domésticas.

Mas no Recife de 2009, Trocando em Miúdos é a expressão que as designers pernambucanas Amanda Braga e Juliane Miranda escolheram para batizar uma marca de acessórios que une preocupação sócio-ético-ambiental com tendências da moda.

foto blog2“A escolha nada tem a ver com o contexto da música, mas com o nome dado a ela, pois remete à ideia do manuseio de pequenas peças, das miudezas que compõem o nosso trabalho”, faz questão de esclarecer Juliane Miranda, fã de Chico.

O trabalho da dupla começou a partir da percepção de que o designer pode intervir nas criações de novos produtos usando como critério os cuidados com o meio-ambiente sem deixar de lado os valores conceituais das tendências da moda

Assim como os demais produtos destinados ao mercado fashion, os acessórios da Trocando em Miúdos são desenvolvidos levando-se em consideração a escolha de matéria-prima, as tendências do mercado e o entendimento do público-alvo.

O resultado é bom gosto, requinte, estilo e autenticidade em cada peça produzida no atelier.

4_359310O trabalho decorre de uma combinação de pequenos adornos sofisticados com materiais recicláveis doados às designers.

São refugos de papel cartão das gráficas e copiadoras, que no ateliê viram base de broches e adereços dos colares.

Há ainda embalagens de conservas em vidros para depósito de botões, miçangas e peças de resina, além do reaproveitamento de tecidos doados pela marca Madame Surtô, criada em 2002 pela designer recifense Thaïs Asfora.

“É uma questão de conscientização sustentável, otimização da nossa produção e redução dos nossos custos”, explica Juliane.

Tanto a marca de acessórios quanto a Madame Surtô se preocupam em produzir peças à mão, que remetem à ideia de exclusividade, numa parceria que dura mais de um ano.

“Nós adquirimos os tecidos para produzir nossas peças, enquanto que a Surtô nos encomenda alguns dos nossos acessórios para vender em Show-Room”, conta Amanda Braga.

foto blog1A inspiração para a criação das peças costuma vir do universo artístico, como o simbolismo do pintor Austríaco Gustave Klimt (Inverno 2009), a magia cultural da Índia e do Marrocos (Alto-Verão 2009), o charme da Bossa Nova (Verão 2009) e o colorido da pintora mexicana Frida Kahlo (Verão 2008).

Todos esses temas estiveram presentes em coleções passadas e fizeram grande sucesso.

Os acessórios da Trocando em Miúdos têm preços que variam de R$ 22,00 a R$ 62,00.

As peças podem ser adquiridas no Ateliê Mário Peixoto, na Loja Light, no Espinheiro.

A partir da metade de outubro, estarão também na Loja Camezim, a ser inaugurada no bairro de Parnamirim, no Recife.

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Posted in: Consumo