Indústria de energias renováveis poderá gerar cerca de 8 milhões de empregos até 2030

Posted on 27/09/2009

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Um estudo realizado pelo Greenpeace, em parceria com o Conselho Europeu de Energias Renováveis (EREC), estima que até 2030 a indústria de energias renováveis e eficiência energética poderá gerar até oito milhões de empregos no mundo.

O relatório Trabalhando para o clima: energias renováveis e a revolução dos empregos verdes foi divulgado no último dia 14 e traz os resultados da pesquisa realizada pela University of Technology Sydney, na Austrália.

As perspectivas reveladas pelo estudo, porém, só serão concretizadas caso seja firmado um acordo para a redução da emissão de CO2 no planeta.

A negociação se dará durante a Conferência do Clima em Copenhagen, na Dinamarca, em dezembro deste ano.

A substituição do carvão por eletricidade gerada a partir de fontes renováveis, por exemplo, não só evitará a emissão de 10 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera como poderá gerar, até 2030, cerca de 2,7 milhões de empregos além do que criaria a indústria carvoeira.

“Os líderes globais podem enfrentar as crises gêmeas – econômica e climática – com investimentos em energias renováveis”, disse Steven Teske, especialista em energia do Greenpeace Internacional e coordenador do estudo.

“Para cada emprego perdido na indústria do carvão, a revolução energética cria três novos postos de trabalho no setor de energia renovável”, afirmou Teske, para quem teremos de escolher um entre duas opções: empregos verdes e crescimento ou desemprego e colapso ambiental e social.

Segundo o relatório Revolução Energética, lançado pelo Greenpeace em 2007, com o investimento em fontes renováveis de energia poderão surgir no Brasil cerca de 600 mil novos postos de trabalho.

As maiores contribuições certamente virão da produção de energia dos setores de biomassa e energia eólica, com 190 mil e 150 mil vagas, respectivamente.

O coordenador da campanha de energia do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo, salienta que esses números só irão virar realidade se for criado um ambiente propício ao desenvolvimento de algumas energias no Brasil, especialmente em relação às energias eólica e solar.

“Depende de políticas públicas e da criação de um marco regulatório estável que estimule a pesquisa e o desenvolvimento das energias renováveis, além de estimular a criação de um mercado produtor capaz de fabricar localmente os equipamentos necessários e de exportá-los, no médio e longo prazos”, acrescentou Baitelo.

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Posted in: Economia