Instituto Nacional de Tecnologia desenvolve técnica que tranforma rochas ornamentais em vidro, e ainda polui menos

Posted on 18/09/2009

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Renata Nascentes

Prática de reaproveitamento permitiu rentabilidade e menor contaminação do meio ambiente pelo pó fino

Prática de reaproveitamento permitiu rentabilidade e menor contaminação do meio ambiente

Pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro, desenvolveram técnica para transformar resíduos dos blocos de rochas ornamentais, como mármore e granito, em um material bastante semelhante ao vidro.

A qualidade do produto foi avaliada e aprovada por profissionais especializados e a técnica de produção será patenteada e apresentada, no Rio de Janeiro, de 20 a 25 de setembro, durante a 11ª Conferência Internacional de Materiais Avançados.

Os estudiosos desejam que o novo processo de produção do material seja adotado pelas indústrias do segmento de vidro convencional, pois o resultado do trabalho é viável às práticas de sustentabilidade e ao setor econômico.

Antes dos blocos de rochas ornamentais serem

comercializados, é necessário que eles sejam cortados em chapas, a partir da serragem.

Esse processo resulta em um acúmulo de resíduos dessas rochas, matéria-prima utilizada pela nova técnica na produção do vidro.

A transformação dos blocos em vidros é possível graças à presença de óxidos como a sílica, um composto químico que serve como base na fabricação dos vidros nas indústrias de todo o mundo.

O processo utilizado para a nova produção consiste na adição, em quantidades específicas, de areia, carbonato de cálcio e sódio aos resíduos do granito ou do mármore.

O estudo e o desenvolvimento da técnica foram realizados pela física Michelle Babisk e coordenados pelo tecnologista Carlos da Rocha.

Os pesquisadores reaproveitam os resíduos rochosos e a coletam os demais elementos do novo vidro no estado do Espírito Santo, responsável atualmente pela metade da produção de rochas ornamentais no Brasil.

A prática de reaproveitamento permitiu rentabilidade e menor contaminação do meio ambiente pelo pó fino.

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