Funcionários da USP de Ribeirão Preto são treinados para selecionar isumos e equipamentos sustentáveis

Posted on 16/09/2009

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Antônio Martins Neto*

Os funcionários da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP de Ribeirão Preto, em especial aqueles responsáveis pela compra de insumos e equipamentos para a instituição, receberam treinamento para utilizar critérios de sustentabilidade na seleção dos fornecedores.

Segundo a Agência USP de Notícias, o treinamento ocorreu no mês passado e teve a participação de servidores dos setores de compras, manutenção, informática e serviços gerais, além de membros da comissão do USP Recicla e do pessoal de serviços terceirizados que cuida da limpeza e do restaurante da faculdade.

Durante o curso, os participantes receberam informações sobre o aquecimento global, a importância da sustentabilidade para a economia e a necessidade de coerência entre discurso e prática.

Os funcionários também simularam uma compra sustentável e utilizaram o site Catálogo Sustentável, da Fundação Getúlio Vargas, para selecionar os produtos.

“A questão básica é perguntar se os processos de compras estão favorecendo a eficiência energética ou o desperdício energético”, disse à Agência USP de Notícias o professor Rogério Calia.

“Teremos mais chances de formar a cultura profissional de um futuro administrador se, além de falarmos de sustentabilidade, nossos próprios computadores tiverem auto-suficiência energética e os lápis que usarmos forem de produção sustentável e não de madeira que vem do desmatamento da Amazônia”, completou.”

Mudanças

Um dos resultados imediatos do treinamento foi o refinamento do olhar por parte dos funcionários, que ficaram mais atentos à qualidade dos equipamentos utilizados na faculdade e às práticas adotadas no cotidiano organizacional.

Os participantes do curso solicitaram, por exemplo, que os aparelhos de ar condicionado comprados tenham o selo A Procel, fornecido pela Eletrobrás, que indica baixo consumo de energia.

Os condicionadores também não devem utilizar o gás HCFC-22, que tem alto impacto no aquecimento global.

Já a copa e a limpeza terceirizada estão utilizando, em fase de experiência, produtos concentrados e que não agridem o meio ambiente.

“Mostramos para esse pessoal a possibilidade que eles têm de reduzir o impacto ambiental que os seus serviços provocam”, disse Rogério Calia.

“No futuro, nada impede que esse seja um dos critérios para renovação do contrato e novas contratações”, completou o professor, autor de um roteiro de compras sustentável.

* Com informações da Agência USP de Notícias

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Posted in: Economia