Matéria da Folha de S. Paulo destaca ideias de um dos arquitetos responsáveis pela reurbanização de Paris

Posted on 12/09/2009

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Christian de Portzamparc, um dos responsáveis pelo urbanização da Grande Paris, diz que a cidade está à beira de um colaspo

Christian de Portzamparc, um dos responsáveis pelo urbanização da Grande Paris, diz que a cidade está à beira de um colaspo

Christian de Portzamparc é um dos principais arquitetos em atividade na França e está à frente de um dos dez escritórios de arquitetura contratados pelo governo para repensar o modelo urbanístico da Grande Paris dos próximos 20 a 40 anos.

Portzamparc esteve no início da semana em Brasília para participar de um seminário internacional sobre as metrópoles.

Suas críticas aos modelos urbanísticos adotados nas últimas décadas por cidades como São Paulo, Paris e Pequim estão hoje na capa da Ilustrada, o caderno de cultura da Folha de S. Paulo.

O título da matéria é “Cidades em Colapso”

Reproduzo abaixo as declarações do arquiteto ao jornal paulista.

Paris

“Paris, assim como São Paulo, está à beira do colapso”

“Quando eu falo na França que Paris vive os mesmos problemas de São Paulo, as pessoas acham que é um exagero, mas não é”.

Metrópoles

“As metrópoles são fenômenos novos. Suas dificuldades devem ser enfrentadas de novas maneiras.”

Caos no trânsito após temporal em São Paulo

“É uma situação esperada. Privilegiar grandes vias expressas [como as marginais] e o transporte individual termina por criar coisas desse tipo.”

Grandes vias expressas

“Em Paris, por exemplo, essa circulação expressa cria setores segregados. Isso cria espaços sem futuro, que vivem unicamente de um tipo de atividade. Uma cidade sustentável tem de ser flexível.”

Paris comparada a São Paulo

“A separação física e social, os problemas gerais de transporte, resultaram, em 1995, na grande onda de violência pela qual passaram Paris e outras cidades francesas. São Paulo não passou por isso, mas também vive um problema grave de circulação.”

Pequim

“É uma loucura, eles têm seis ou sete autoestradas periféricas e não investem nada em transporte público. Por que não? Porque todas as indústrias automobilísticas estão lá e vão investir em décadas de crescimento do mercado automobilístico na China, uma coisa imensa.”

Solução

“Falo em quadras abertas há 20 anos, cujo centro é a rua, uma invenção extraordinária. Temos de revalorizar a rua, que é a verdadeira organização espacial de democracia, onde pobres e ricos andam lado a lado.”

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Posted in: Cidades