Países pobres sofrerão mais com as mudanças climáticas

Posted on 03/09/2009

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Antônio Martins Neto

Países mais pobres não estão preparados para enfrentar a seca e a desertificação

Países mais pobres não estão preparados para enfrentar a seca e a desertificação

O risco do Brasil enfrentar uma catástrofe natural provocada pelas mudanças climáticas, com graves consequências econômicas e sociais, foi considerado médio pela consultoria britânica Maplecroft, que divulgou hoje o Climate Change Vulnerability Index (CCVI) de 166 países.

Somália (1), Haiti (2), Afeganistão (3), Serra Leoa (4) e Burindi (5) estão no topo do ranking, sendo considerados os países mais vulneráveis às consequências do fenômeno, como secas, enchentes, tempestades e elevação do nível do mar.

Já a Noruega (166), Finlândia (165), Japão (164), Canadá (163) e Nova Zelândia apresentam os menores riscos.

Entre os Brics, a Rússia (127) apresenta a melhor posição no ranking, seguida da China (110) e do Brasil (103), enquanto a Índia (56) é o único país emergente considerado de alto risco, especialmente por conta da alta densidade populacional, dos poucos recursos para a segurança e da crescente violação dos direitos humanos.

Segundo o relatório da Maplecroft, a vulnerabilidade da Índia deverá ter impacto no mercado global, diante do papel crucial exercido pelo país no fluxo mundial de mercadorias e serviços.

África

De acordo com o ranking, dos 28 países considerados em risco extremo, 22 estão na África, especialmente na região Sub-Sahariana e no Oeste do continente, onde a pobreza também é extrema.

A Somália, por exemplo, tem sua capacidade de adaptação às mudanças climáticas severamente limitada pela falta de alimentos, pelos conflitos políticos e pelo desrespeito aos direitos humanos.

No outro lado do Atlântico, o Haiti apresenta situação semelhante, agravada pelo declínio na qualidade da água e pelo crescente risco da falta de alimentos e de energia.


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Posted in: Economia